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12/08/2019

A educação no mundo das bolhas

Imagem A educação no mundo das bolhas


A gente vive dentro de bolhas o tempo todo. As bolhas estão em nosso ciclo de colegas de trabalho, na comunidade religiosa da qual fazemos parte ou na torcida do time que tanto amamos.

A gente está em bolhas também quando escolhe grupos com ideias parecidas as nossas e não desejamos ouvir opiniões de pessoas das quais discordamos.

A gente participa de bolhas quando opta por um determinado canal de TV ou ler determinados autores da área de interesse de que gostamos.

A gente também é envolvido em bolhas quando as empresas captam nossos dados e ofertam caminhos para que sigamos dentro do mundo hipermidiático.

A gente mergulha em bolhas quando segue as pessoas que admira nas redes e evita pessoas que se opõem a nós em algum aspecto.

Isto tudo é normal, mas pode se transformar em problema quando essas bolhas das quais participamos tornam nossa vida um redemoinho e nos impede de ver o que está além da percepção de nossos grupos.

É quando nos filiamos ao pensamento único...

O mundo é diverso. Isto é real. As pessoas nem sempre comungarão das mesmas ideias que as nossas.

Essa convivência limitada às bolhas precisa ser discutida nos ambientes de aprendizagem, nos templos religiosos, nos espaços comunitários e corporativos. Afinal de contas, precisamos viver em filtros, mas também precisamos aprender a sair deles, para que possamos conhecer o mundo na totalidade.

É necessário que fiquemos atentos para não perdermos nossa capacidade de discernimento quanto ao real e à verdade.

Em um mundo imerso em bolhas, precisamos cultivar o pensar por nós próprios; de desenvolver a nossa capacidade de autoria e autonomia e não nos deixarmos levar por atos reativos e automatizados, que limitam a reflexão e o pensamento crítico.

Quando não desenvolvemos a autoria e a autonomia, somos mais facilmente levados pelas ondas dos antagonismos, das polêmicas e das contradições e assim nos afastamos cada vez mais do diálogo.

Diálogo como projeto de vida, que faz de nós seres de identidade e de opinião, mas que consegue fazer pontes entre os que nós pensamos e fazemos e o que os outros experimentam de forma diferente da nossa.

Eu penso e sinto; o outro pensa e sente também, diferente de mim, é claro.
O diferente precisa existir para que o eu floresça e cresça, pois se todos pensarem da mesma forma, o mundo perderá a graça.

O educar-se para o mundo das bolhas, com esses filtros cada vez mais sofisticados, é justamente desenvolver a capacidade de reconhecer-se diante do mundo e, ao mesmo tempo, reconhecer o outro na inteireza.


Vale mais uma reflexão

Para conviver precisamos que os objetivos entre o eu e os outros sejam para a formação e o engrandecimento da humanidade. Nesta perspectiva os antagonismos, as divergências e as contradições poderão servir de insumo para o crescimento de todos, mas não poderão ser usados para nos limitar nos encontros que estabelecemos com os demais.

Para finalizar

Nos cadernos de orações da igreja Católica havia um verso que era muito cantado nos ensaios dos corais que muito me lembra a questão deste estado de bolhas: era um alerta;
Os versos eram mais ou menos assim:

"Palavra não foi feita para dividir ninguém 
Palavra é a ponte onde o amor vai e vem
Palavra não foi feita para dominar
Destino da palavra é dialogar"



22/07/2019

A relação amigável entre educação e comunicação

Adaptação da capa da revista Comunicação e Educação
Adaptação da Capa da revista Comunicação e Educação


O século XX foi atravessado pelo surgimento de variados meios de comunicação de massa, como o rádio, a televisão e o cinema, que mexeram com o mundo do compartilhamento das informações.
A característica comum desses meios era eles serem de caráter unidirecional, ou seja, a via de transmissão era de um emissor para um receptor. E isto sem volta.
Assim os meios de comunicação de massa foram mais utilizados nos ambientes educacionais para servir a uma pedagogia da expressão, concebida sob a conjuntura de um agente que fala, escreve e gesticula, enquanto um outro, paciente, observa.
A popularização da Internet no final do século XX e início do século XXI trouxe o alento de uma possível comunicação bidirecional: seres que interatuam revezando o tempo em falas, escritas, audições e leituras e gesticulações.
Agora os homens podem sonhar em educar-se mediados por novas tecnologias da informação e comunicação.
Olha, gente, isto é uma possibilidade. Um sonho, uma vez que a Internet pode ser utilizada de maneira unidirecional, suprimindo nos homens o direito do situar-se no mundo, ao mesmo tempo que pode ser estruturada para a participação e autoria abertas a todos.
A possibilidade de transformação desse novo meio de comunicação de massa chamado internet em um ambiente de exercício da comunicação dialógica é um desafio para os educadores deste início de era.
Mas não fiquemos tão desesperados assim diante desse desafio de educar e educar-se no mundo WEB, professor.
Publicações como a revista Comunicação e Educação nos dão sinal de esperança de aprender a articular a educação e a comunicação para promover aprendizagens mais horizontais e participativas.
A revista existe de 1994, trazendo informações relevantes aos cidadãos que desejam saber mais sobre a Educomunicação.
O periódico é semestral. No site da USP, o internauta encontra um acervo com vários números da revista, com temas da Educomunicação sendo discutidos por profissionais das diversas áreas das ciências humanas.
A Comunicação e Educação é estruturada com um conjunto de artigos nacionais, na primeira parte, seguido, geralmente, por um artigo internacional e uma entrevista.
Ainda há uma área com uma resenha de alguma obra do campo da educação/comunicação e outra com um trabalho de arte literária.
No final há textos que discutem possíveis atividades de sala de aula com base nos assuntos discutidos na revista. Genial!
Na edição do segundo semestre de 2018, leitor encontrará assuntos relacionados à interlocução entre comunicação e educação nos âmbitos da arte, do design thinking e da pedagogia em dispositivos móveis.
A revista, apesar de se ser do acadêmico, tem como cuidado trabalhar os textos em linguagem acessível, tanto aos meios universitários, quanto aos ambientes de fora da universidade.
Educadores corporativos, educadores populares, assistentes sociais e todo e qualquer profissional que deseje aprender sobre educação com e para os meios de comunicação de massa, vão ter muito proveito na empreitada.

Que você está esperando?

15/07/2019

O cinema na sala de aula

Imagem cinema e educação

O E-Praxe tem se empenhado em escrever sobre o uso pedagógico do audiovisual. Neste post comentamos sobre um livro essencial para quem pensa em trabalhar filmes em educação.

O livro Como usar o cinema em sala de aula, de Marcos Napolitano, é um bom guia de referência para o educador que deseja fazer análise fílmica em atividades de ensino-aprendizagem.
Napolitano navega em temas como elementos da linguagem cinematográfica e história do cinema. Além disto ele oferta o leitor com um conjunto de referenciais para planejamento de atividades e procedimentos básicos para o estudo produtivo do cinema em educação.
No livro, ele tem a preocupação de fazer análises fílmicas por disciplinas e também por meio de temas transversais. Bem didático.
Na obra o leitor também encontra um conjunto de anexos, com informações básicas de alguns filmes, um glossário de termos técnicos, um breviário de informações para apoiar o educador em atividades didáticas e ainda apresenta fichas e roteiros de avaliação fílmica.
O referencial bibliográfico é bem elaborado, pequeno e objetivo, mas que serve como orientador para quem deseja se aprofundar no assunto.
Quem gosta muito de cinema, poderá reclamar que faltou um ou outro comentário sobre algum filme específico nas análises, mas devemos reconhecer que a escolha foi oportuna e bem representativa.

Vamos abrir aspas para Napolitano?

O problema é que os filmes se realizam em nosso coração e em nossa mente menos como histórias abstratas e mais como verdadeiros mundos imaginários, construídos a partir de linguagens e técnicas que não são meros acessórios comunicativos, e sim a verdadeira estrutura comunicativa e estética de um filme, determinando, muitas vezes, o sentido da história filmada. 


O que é? Como usar o cinema em sala de aula
Quem escreveu? Marcos Napolitano
Quem produziu? Editora Contexto

Até a próxima!





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18/03/2019

Repensar o design em educação

Imagem parte da capa do livro Pensamentos sobre design


Quem trabalha com educação quase sempre precisa produzir os próprios recursos didáticos.
Às vezes o educador tem um desempenho excelente, mas trabalha com material didático mal elaborado, com problemas no formato das informações.
A rotina faz o professor se acostumar com isto, afinal de contas ele não precisa ser design para trabalhar com ensino-aprendizagem.
A gente não precisa conhecer as especificidades de Design Gráfico, organização de multimídia ou elaboração sofisticada de layout de páginas, mas é necessário pelo menos saber os princípios dessas áreas de conhecimento para interagir com os prestadores de serviços desses campos profissionais na hora de solicitara produção de algum recurso educacional.

Sobre o livro
Em design, um livro bem acessível, e que ainda é um clássico da área, é o Pensamentos sobre design, de Paul Rand.
Na obra o autor situa o leitor sobre os fundamentos do design, trabalhando assuntos como comunicação visual, persuasão e informação, bem como a articulação entre forma e conteúdo na construção de peças que transmitam informação relevante.
O livro é estruturado com textos curtos, como se fossem crônicas - um diálogo entre o designer e os leitores, traduzindo para os leigos as nuances da comunicação visual.
Acompanha os textos um conjunto de imagens de peças de design, a maioria construída pelo autor, com observações a respeito do processo de criação dessa área do saber.
O material é em preto e branco e, como não poderia deixar de ser, possui um design ímpar. Nele a forma e o conteúdo se entrelaçam, produzindo uma mensagem clara, coerente e com estética bem elaborada.
Para os educadores que pretendem produzir os próprios materiais didáticos, Pensamentos sobre design é uma leitura recomendável; além disto o livro foi construído em forma de obra de arte, em que textos e imagens se juntam para produzir sensações prazerosas em nossos sentidos.
Até a próxima!


Que livro é esse? Pensamentos sobre design
Quem escreveu? Paul Rand
Quem editou? Martins Fontes

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11/02/2019

Infografia como recurso de aprendizagem




A infografia é uma representação simbólica que articula o uso de imagens e textos para estabelecer comunicação, tanto em meios físicos quanto em digitais.

Esta é uma técnica antiga, pois o homem sempre procurou estabelecer comunicação por multimeios: gestos, imagens e textos.

Mas foi no início do século XXI que se acentuou o uso da infografia. Com o advento da Internet muita gente tem buscado estabelecer comunicação mais ágil com os interlocutores por meio da articulação de elementos textuais e gráficos.

Nos anos 2000, os jornais impressos, para fazer face à ascensão da TV e outros meios de comunicação, buscaram na produção de infográficos uma saída para atrair mais leitores.
Por outro lado a Internet trouxe a possibilidade de existência de diversos tipos de aplicações que combinam de forma rápida e eficiente usos de gráficos, sons e textos em mensagens que trazem alto impacto na comunicação atual.

Hoje os livros didáticos já utilizam muito desse procedimento de trabalho, mas há necessidade de os professores se apropriarem deste instrumento e criarem soluções educacionais personalizadas próprias para uso em sala de aula.

Mas o educador precisa ser um infografista profissional?

Claro que não. Se for para uso nas atividades didáticas do dia a dia a própria criação de infográficos será bem-vinda. Caso haja necessidade de produzir material didático mais sofisticado, o aconselhável é procurar um profissional mais habilitado.

Como faço para aprender a construir infográficos?

Ainda existem revistas impressas no mercado que utilizam muito a infografia. Adquira a sua revista preferida e veja como as peças são construídas. Outra maneira é explorar o acervo de infográficos existentes na WEB. Os bons sites sempre produzem algum tipo de infográfico para facilitar a comunicação com o internauta.

Também há mídias sociais em que os internautas produzem muita coisa com base na infografia. O SlideShare e o Pinterest são os mais indicados para quem deseja aprender mais.
Para ajudar o educador, o E-Praxe fez um levantamento de informações bem básicas sobre design para você usar os princípios da infografia nas suas mídias educacionais de agora em diante.

Os fundamentos de design trazidos neste texto foram baseados nas obras dos autores abaixo:
  • Slide:ology, de Nancy Duarte
  • Design para quem não é design, de Robin Williams
  • Infografia - história e projeto, Ary Moraes
  • Desenhando negócios, Dan Roam

Lembre-se que uma prática de qualidade exige uma boa base teórica.

Vamos aos fundamentos

Primeiro, devemos usar o infográfico de acordo com o conteúdo o qual vamos trabalhar

  • Se o assunto são pessoas e grupos, use um retrato
  • Se o assunto se refere a quantidade, use uma tabela
  • Se o assunto se refere a lugar, use um mapa
  • Se o assunto se refere a tempo, use uma linha de tempo
  • Se o assunto se refere a um fluxo ou processo, use um fluxograma
  • Se o assunto é para se descobrir o por quê de algo, use um gráfico

Quanto à disposição dos elementos na área do infográfico, use os princípios do design:
  1. Contraste - evite que os elementos da página sejam apenas semelhantes; crie uma variedade visual na tela
  2. Repetição - administre a técnica da repetição de forma coerente e coesa; assim, abuse de cores, espessuras de  linhas, fontes, tamanhos espaços...
  3. Alinhamento - crie uma conexão entre os elementos para que seu infográfico tenha um visual limpo, claro, leve e comunicativo
  4. Proximidade - agrupe de forma coerente os diversos elementos da página, para que as informações apareçam organizadas para o leitor

Duas formas de produzir infográficos
Você pode fazer um infográfico de suporte em que haverá necessidade de você fornecer explicações complementares sobre o conteúdo. Este tipo de peça é utilizado em situações que a dinâmica didática é realizada em sala de aula, nas interações face a face ou em conversações on-line.

Nos casos de você distribuir o material para as pessoas lerem depois, o bom é utilizar o infográfico autoexplicativo, aquele em que a mensagem não depende da presença de quem o criou para ser compreendida pelo leitor.

Com estes fundamentos, agora é hora de criar os infográficos, combinando textos, desenhos, vídeos, animações, fotografias. O limite está em suas mãos.

Ah, não esqueça de estudar sempre, pedir ajudar aos colegas de trabalho e colher as impressões dos educandos sobre o infográfico feito.

28/01/2019

Suportes para leitura multimodal



Em algum momento você estará lendo jornal num smartphone ou num notebook. Mas talvez você queria mesmo era ler em mídia de papel.

As opções são diversas e isto é bom.

Estamos multimodais: temos possibilidade de leitura em formatos diversos graças aos  aparatos tecnológicos que vão surgindo. 

Mas como escolher um suporte de leitura agradável para uso no dia a dia?

Será que os novos dispositivos têm condições suficientes de nos propiciar a leitura agradável de textos, imagens, sons, vídeos e animações?

Na prática não há resposta única; dependerá do contexto de leitura.

Vamos analisar algumas mídias eletrônicas para leitura WEB?

Notebook - este serve para leitura de e-mails e de documentos administrativos no trabalho. Também pode ser usado para leitura de imagens, vídeos e infográficos. O problema é que a gente cansa quando fica o tempo todo sentado usando o equipamento. Algumas pessoas gostam de ler na cama, mas mesmo assim ainda é um inconveniente por causa do peso.

Tablet - aqui você tem oportunidade de experimentar equipamentos de diversos tamanhos e qualidades de telas. É muito indicado para leitura de livros, revistas e artigos. O problema é a quantidade de luz emitida que nem sempre podemos calibrar para atender ao nosso tipo de visão.

E-Reader - este equipamento é indicado para leitura de livros ou material que contém mais texto. Há poucos equipamentos desenvolvidos com a tela colorida. Isto é problema também, pois é muito gostoso ver textos e imagens coloridos. Huum! Temos outro problema: os fabricantes adotam formatos exclusivos, o que nos impede de ler em uma variedade maior de formatos.

Smartphones - este aqui conquistou a maioria dos usuários. É no consultório médico, nas filas dos bancos, nos metrô: sempre encontra alguém lendo num smartphone. Mas eles, na maioria, têm telas pequenas, o que intefere de forma negativa quando precisamos ler textos mais longos.

Poxa, dá muito trabalho escolher um modo de ler hoje em dia! Que nada! O bom é que o leitor aproveite o potencial que cada aparelho tem e curta ao máximo a leitura. E, por enquanto, vamos aguardar um pouco mais por uma inovação que contemple os pontos positivos de cada um dos aparelhos aqui listados e nos proporcione uma experiência de leitura mais prazerosa.

07/01/2019

12 vídeos sobre educação para assistir em 2019




O ano de 2019 será de grandes desafios para todos nós. E nada melhor do que enfrentar desafios assistindo a grandes vídeos sobre educação e trabalho.

Para isto o E-Praxe reservou uma lista de vídeos sobre temas que que podem ajudar na promoção  da carreira de quem é educador.

Janeiro
Abstract - the art of design - os educadores precisam se aproximar mais dos designers. Podemos começar o ano com Abstract: em oito capítulos esta série da Netflix conta histórias maravilhosas do mundo do design. Se você assistir, começará o ano bem!

Fevereiro
Vida de Maria - são poucos mais de oito minutos em que é contada uma história sobre o direito de alfabetização e a necessidade de trabalho.

Março
Escritores da Liberdade - o que o choque de culturas pode provocar nas vidas de estudantes de região periférica dos Estados Unidos? Assista!

Abril
Escola de Rock - e não é que a gente aprende com música? Escola de Rock é um filme alegre e envolvente, que tem muito a nos ensinar.

Maio
Ilha das Flores - este é um clássico dos documentários brasileiros; com a história aprendemos um pouco sobre como se faz para analisar conjuntura.

Junho
O que você faria? - Ah, este filme é um ensinamento sobre os processos de avaliação nas empresas. Quem trabalha com educação corporativa e cultura organizacional vai adorar.

Julho
Nenhum a menos - é em julho que as férias terminam, e o professor está na sala de aula esperando com todas as expectativas os alunos que voltarão. Será que todos voltarão?
A gente nunca sabe, mas pode se deliciar com um filme inspirador sobre a persistência de uma professora em manter todos os alunos em sala de aula. Imperdível!

Agosto
Entre os muros da escola - este filme francês é uma mistura de ficção e realidade  trata dos embates cotidianos entre professor e alunos em uma escola periférica francesa. É ver para crê!

Setembro
O sorriso da Monalisa - setembro é mês das flores. Que tal assistir a um filme leve e sensível sobre o ambiente de sala de aula? Há muitas surpresas nas controvérsias e aproximações entre uma professora e as alunas de uma escola de tendência tradicional.

Outubro
Eduardo Coutinho, 7 e outubro - os documentaristas têm muito a nos ensinar, pois são pesquisadores natos e aguçados observadores da realidade. Este documentário sobre Eduardo Coutinho constrói a trajetória profissional do documentarista de forma sensível e didática.

Novembro
Memórias póstumas de Brás Cubas - não poderia faltar filme com viés literário nesta lista. Memórias póstumas é uma adaptação do romance com o mesmo título, de Machado de Assis. As  sutilezas da vida em sociedade são mostradas de maneira bela e grandiosa: uma fonte de aprendizagem.

Dezembro
Professora sem classe - toda profissão é formada por luzes e sombras dos profissionais que desejam exercê-la. Professora sem classe é para a gente assistir com atenção; afinal de contas nem tudo são flores dentro das profissões.

Chegamos ao final.
Pôxa, mas há tantos vídeos para a gente sugerir?
Ora, ora, ainda temos pela frente 2020, 2021, 2022...

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24/12/2018

Slides fáceis de entender

Imagem Slides e Usabilidade


Um dos recursos mais utilizados por educadores e apresentadores são os slides.

Como se tornou um recurso comum a todos às vezes a gente se esquece de pensar a construção de mensagens destes dispositivos de maneira que seja agradável para o educando ou expectador.
Quando pensamos em leitura agradável, funcional e de fácil compreensão para o usuário, estamos organizando nossa mensagem tendo como referência princípios de usabilidade.

Mas como podemos melhorar a usabilidade dos slides que produzimos?


O primeiro cuidado é não encher de o espaço de mensagem com textos em excesso. As pessoas com a preocupação de facilitar o entendimento de mensagens, enchem os slides com minúcias que não interessam para o momento.

Use então textos mais objetivos e se possível, trabalhe com tópicos em vez de utilizar textos comentados. As pessoas esperam os comentários feitos por você mesmo durante a apresentação. Se você começa a ler os conteúdos dos slides, estará comunicando em redundância, o que irá diminuir a atenção do leitor.


Mas eu não posso inserir textos longos nos slides?


Claro que pode. Crie dois documentos complementares: o primeiro será o slide-apresentação, que conterá mensagens em forma de tópicos, e o segundo será um slide-documento, em que você escreverá de forma comentada.

Mais não é possível escrever de forma comentada no slide-apresentação?

É claro, desde que sejam textos em que haja necessidade de reproduzir na íntegra a mensagem. Exemplos: textos de poemas, trechos de leis e citações em geral.

Ah, não esqueça:


Quando estiver utilizando os slides, evite ler tudo que está escrito, pois dá a impressão que você não se preparou de forma adequada para executar a aula ou se apresentar.

Outra coisa, você não vai derramar todo o conhecimento que você tem sobre as pessoas; sempre haverá alguma coisa que a gente poderá esquecer, pois somos incompletos, inconclusos e inacabados. Dê espaço para os outros pensarem também e fomente curiosidade sobre o tema que você está trabalhando: os slides não precisam ter 100% do conteúdo.

Dedique-se a construir seus próprios slides e depois peça a alguém para avaliar a comunicabilidade do material, pois quando você mesmo prepara o slides, está se dando uma chance de aprender mais.

Estude usabilidade e design com foco no usuário e aprenderá muito sobre como organizar mensagens mais eficazes.

Um exercício que ajuda muito é revisitar o material que fizemos e verificar se estão adequados ou há necessidade de melhorá-los.

Aproveite e consulte os temas correlatos:




  

Até a próxima!


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17/12/2018

Apresentação com a cara e a coragem

Imagem Apresentação com a cara a coragem




Este blog já publicou comentário de livro que ressalta a importância e as especificidades do uso inteligente dos recursos audiovisuais em uma apresentação. Visite #designdeapresentações.

O desempenho do apresentador não se restringe somente a ter acervos de recursos disponíveis para produzir palestras magistrais.

O palestrante precisa ser protagonista das palestras que cria, produzindo peças retóricas ricas e singulares. Além do mais, deve buscar o aperfeiçoamento constante no que faz. Isto tudo sob um arcabouço ético, que produza o bem comum.

É por isto que livros como de Garr Reynolds são recomendados para quem deseja melhorar os resultados na execução de uma palestra e é o que ele faz em O apresentador nu.

O apresentador nu é um livro que discute de maneira diferente a performance do palestrante, mostrando o quão importa executar apresentações sem necessariamente depender de recursos audiovisuais espetaculares.

No livro Reynolds usa a estratégia da contação de histórias e traz relatos inteligentes de situações do cotidiano que contribuem para apresentações mais pertinentes.

Com a experiência que o autor teve em morar no Japão, Reynolds traz narrativas e abordagens filosóficas da cultura japonesa como alicerce para a produção qualitativa de apresentações empresariais.

E é muito gosto folhear o livro. O material gráfico é de primeira, com imagens atrativas e papel gostoso de tocar. A experiência do leitor é realmente valorizada no livro.

Na obra há um conjunto muito bem organizado de situações exemplares, que vão guiando o leitor na jornada de aprendizagem do bem palestrar sem necessariamente ficar preso a artefatos tecnológicos.

É bom lembrar que o Garr Reynolds tem outro livro muito bom sobre o tema, mas voltado para o design de apresentações: Presentation Zen Design, que não foi ainda traduzido no Brasil. Quem sabe ainda não possamos fazer uma postagem sobre ele aqui em nosso blog?

E você, leitor? Consegue se apresentar sem slides?

O quê? O apresentador nu - realizando apresentações eficazes com ou sem slides.
De quem é? Garr Reynolds
Quem editou? Alta Books

Até a próxima!


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26/11/2018

Criar conteúdo educacional na WEB

Imagem Conteúdo WEB




O espaço pedagógico não se restringe mais à sala de aula. Cada vez mais os espaços na WEB estão sendo ocupados por práticas de sociabilidades educacionais digitais.

Isto demanda a formação de novas competências para o educador. Primeiro ele precisa aprender a criar suportes tecnológicos para promoção de aprendizagens significativas; depois precisa também criar conteúdos pertinentes e cativantes para levar os educandos para esses novos espaços.

É muita coisa para aprender.

O livro Mídias digitais - produção de conteúdos para a WEB pode ser um bom referente para quem deseja descobrir os meandros para ser autor e ator nas mídias digitais WEB.

Carla Schwingel discorre sobre o tema de maneira leve e agradável, trazendo um texto com fundamentos da escrita na Internet bem adequado ao público leigo.

Desde um breviário da história da WEB até conceitos que fazem parte do campo semântico de que se interessa pela sociabilidade digital  como multimídia, arquitetura digital, narrativas interativas e hipertexto, a autora organiza um movimento de aprendizagem que ajuda os interessados a compor conteúdos em diversos formatos, como em texto em vídeo, em imagens ou a mistura disto tudo.

Para quem deseja produzir conteúdo didático na WEB, o livro é mais do que indicado, pois já estamos no momento de produzir conteúdos relevantes e fácil usabilidade para os educandos deste novo mundo digital.

O livro faz parte da coleção Série Manuais, da editora Paulinas, que publica outras obras relacionadas à comunicação, por que não diríamos Educomunicação?

Sobre o livro
O que é? Mídias digitais - produção de conteúdos para a WEB
Quem escreveu? Carla Schwingel
Quem editou? Paulinas


Até a próxima!


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08/10/2018

A conversação como alicerce da prática pedagógica

Conversação como alicerce da prática pedagógica



O mundo dos arautos
Na série Roma, há um personagem que anuncia os acontecimentos da Roma daquela época. Em volta do mensageiro há pessoas curiosas, querendo saber das novidades.
Nos tempos atuais o educador assume um papel parecido com deste personagem: de compartilhar o que conhece com os outros.
Então quando se pensa em sala de aula, a imagem do professor-expositor emerge: há uma pessoa no centro, que conhece um assunto, que sabe falar, que é superior aos demais seres humanos: os educandos.

O mundo da (ciber) cultura
Mas a nossa época nos sinaliza outras formas de relacionamento em sala de aula, pois há pessoas construindo filmes, postando criações fotográficas domésticas, criando enredos para narrar a própria vida e escrevendo os próprios textos.
Elas estão parafraseando e parodiando nas mídias sociais. Elas viraram o repórter do dia, emitem opinião sobre as leis, compartilham soluções alternativas para restabelecimento da saúde, opinam sobre as questões políticas. Elas não esperam que alguém venha escrever a biografia delas. Elas estão cada vez mais escrevendo sobre si.

Sinais dos tempos midiáticos
Esses são sinais de que há necessidade de mudança em sala de aula.
Nós educadores precisamos aproveitar essa tentativa de protagonismo dos cidadãos, que é tosca para uns, mas salutar para outros, e criar situações de participação efetiva dessas pessoas na construção da humanidade.

Nossa era é de nuvens e nuvens de informações. Há mensagens em todo tempo e em todo lugar, por isto já não é mais mérito dos educadores a centralidade da informação.
Precisamos lidar com isto; não vendo como um problema, mas como uma grande oportunidade para desenvolvimento do homem contemporâneo.

A utopia da comunicação dialógica
Imaginemos um ambiente de aula com educandos e educadores em interações de diálogo, quando o discurso não se traduz em falas de monopólio, de um que tem o comando da comunicação e os outros são os fiéis seguidores.
Neste mundo da dialogia, o discurso se traduz em bidirecionamentos sucessivos proporcionados por turnos de fala que se alternam de acordo com o contexto, de acordo com o discurso coletivo que está sendo construído.

Comunicação com diálogo, pelo diálogo e para o diálogo
Há muito a humanidade propõe a abordagem comunicativa por meio do diálogo. Isto não é de agora. No tempo de Confúcio, de Sócrates, de Platão e de outros grandes pensadores já havia a proposição comunicativa responsiva.
Comunicação responsiva no sentido da Economia, como se fosse uma moeda de duas faces intercambiadas para o homem trocar entre si ideias e valores. Comunicação para a transitividade, em que as mensagens vão e voltam em movimentos de irradiação e retroatividade.
Afinal de contas estamos nos tempos da interação e da interatividade, e os homens querem falar entre si tanto em situações face a face, quanto em situações mediadas pelas tecnologias da informação e da comunicação.

Mas não é esta a situação cotidiana de sala de aula e há até educadores que discursam em defesa da "construção do conhecimento”, mas terminam por direcionar a conversação para a comunicação expositiva e unilateral - do educador para o educando: sem volta.
Dialogar para aprendizagem pressupõe desenvolver competências de busca constante de comunicação horizontalizada para estabelecer com os interlocutores a formação de seres singulares que estão juntos para a promoção da aprendizagem.

Dialogar para a vida
Dialogar é o posicionamento político de permitir ao outro se expressar e comunicar-se de forma significativa para o desenvolvimento humano.
O educador terá de abrir mão do discurso-exposição em favor do discurso-conversação. Abrir mão disto resulta em cessão de poderes.
Este contexto exigirá do mediador apropriação de competências relacionadas à formação do ser para o mundo da dialética.

Dialética da pergunta e da construção significativa do conhecimento; em outras palavras: criar espaços de participações do outro  com a realização de atividades organizadas a partir de questões e problemas, invertendo a estratégia discursiva do afirmar para o perguntar-afirmar-perguntar...

Acordar o discurso-conversação
O discurso-exposição é um paradigma didático. E como todo paradigma necessita ser questionado para que a humanidade evolua, avance, descubra outros patamares de construção do conhecimento.
Chegou a hora de emergir das práticas do discurso-exposição e criar oportunidades para a construção efetiva do discurso-conversação.

Até a próxima!