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16/12/2019

Publicações mais visitadas no E-Praxe

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Aposentadoria, escrita, bolhas, conteúdo educacional, WhatsApp, cultura organizacional, conversação, compartilhamento, neurociência, competências, apresentações, algoritmos, tudo isto atravessa a educação de hoje.

Não é que foram estes os temas mais lidos aqui no E-Praxe?



A partir do retorno do leitores, iremos planejar as publicações do ano que vem. Abraços

Até 2020!


25/11/2019

Luz sobre Elza Soares

Larissa Luz e Elza Soares







Elza Soares é cantora única, pois consegue navegar pelo samba, pelo rap e pela bolsa nova com maestria e elegância. Elza sabe de onde fala, o que fala e como fala.

Por falar em lugar de fala, Elza já foi posta atrás de Garrincha, mas ela soube muito bem se pronunciar como cantora da música popular brasileira, que não se submeteria à perspectiva hegemônica do futebol. Elza tem identidade.

Elza é ousada. Quando todo mundo endeusava a dimensão criativa da classe média brasileira como arauto da bossa nova, Elza lança um disco intitulado Bossa Negra, resgatando a influência afro que atravessa a bossa nova.

Ela foi mais ousada ainda quando perguntaram de que planeta ela viera, e a cantora respondeu de forma visceral, que viera do planeta fome. Naquele momento Elza Soares já traçara que caminhos deveria seguir como artista brasileira oriunda das instâncias desprestigiadas das classes pobres brasileiras.

Por este breviário histórico já se percebe o quão é difícil reinterpretar Elza Soares, pois a artista tem um legado complexo dentro do cancioneiro popular brasileiro. Mas existem mulheres peraltas por este Brasil afora, que não se contentam em si próprias e resolvem estabelecer pontes entre Elza e o resto do mundo.

É o que faz Larissa Luz no show Larissa canta Elza Soares - Do Cóccix até o Pescoço, uma apresentação artística em que Larissa reinterpreta algumas das clássicas interpretações feitas por Elza Soares, tendo como repertório principal, o disco Do Cóccix até o Pescoço.

Do Cóccix até o Pescoço é um trabalho artístico significativo da autora. Na época de lançamento do disco, Elza está afastada do mercado fonográfico brasileiro sem conseguir lançar nada.

Do Cóccix até o Pescoço demarca a volta de uma Elza moderna, hipermoderna, tratando a música brasileira de maneira diferenciada, cantando samba, rap, fado e o que mais lhe desse na cabeça.

E olha que o disco foi vendido em bancas de revistas em um encarte luxuoso que trazia fotos primorosas com meninas negras vestidas em estilo black power.
Aí aparece Larissa, que antes já tinha participado de um musical em homenagem à própria Elza durante o ano de 2018, da qual ela obteve o Prêmio Bibi Ferreira de teatro de melhor intérprete de musical.

Quem é essa tal Larissa, gente?


Larissa começou a carreira como cantora de axé musica na banda Araketu, esta já tinha sido uma banda de música afro-baiana, mas que se rendeu ao movimento da música mais dançante do axé baiano. Depois Larissa seguiu em carreira solo de cantora, mas já construindo músicas próprias, influenciada pelas batidas dos retumbes que ecoavam da cultura africana do século XXI.

E como foi o show?


O que esperar de uma cantora que passeia pelo teatro, compõe e interpreta a nova música afro-brasileira? Se você pensa que vai encontrar uma imitação técnica perfeita das interpretações de Elza Soares está por fora da força de Larissa. No show a cantora-luz brinca de Elza Soares. Ela incorpora o santo de Elza, mas não deixa de ser Larissa Luz.

Os antropólogos deveriam assistir a esse show, pois terão muitos ingredientes para estudar as questões das representações e das identidades. O santo de Elza baixa em Larissa e elas se amam e cantam harmoniosamente, pois todas as vezes em que Larissa faz os trejeitos de Elza, a alma da cantora que reinterpreta está ali, latente e feliz. É um encontro de almas que confabulam e se referenciam em um espetáculo.

Se Elza Soares é uma grande cantora, Larissa Luz também o é. Por isto do grande encontro entre quem interpreta e quem reinterpreta, provocando um momento de luz e inquietação no cenário musical brasileiro.

Ganha o espectador que é fã de Elza, também ganham os seguidores de Larissa, genuína representante da hodierna música popular brasileira.

E aí? Este texto não vai fazer comentários sobre cada música do espetáculo? Olha, o melhor é você ir ao show, pois ouvir Larissa não é momento para elucubrações e comentários técnicos sobre o teor musical. Ouvir Larissa é um momento de fluidez, de curtir a vida, de se encontrar com a própria brasilidade.

Até a próxima!


05/08/2019

Cinema na Praxe - agosto/2019

Imagem cinema na Praxe - agosto/2019


Uma Metalinguagem do Cinema

Para esta semana vamos sugerir dois excelentes filmes que tratam de assuntos distintos, mas de grande interesse para os que trabalham com educação.

O primeiro deles é Dor e Glória, filme com direção de Pedro Almodóvar, que conta a história de um diretor de cinema, que volta as origens para refletir sobre o próprio itinerário profissional e pessoal.

A película tem conta com as atuações de Antônio Bandeiras e Penélope Cruz. Bandeiras consegue construir uma composição representativa densa e melancólica, fazendo o personagem recuperar memórias de uma vida que nem sempre o cineasta gostaria de ter vivido.

De forma transversal, o filme recupera a força que tem o cinema na vida moderna, tornando-se uma ode à sétima arte. Muito gostoso de ver.

Um ponto marcante é a cena das mulheres cantando na beira do rio. Lembra muito os grandes momentos de Carlos Saura, outro diretor espanhol, quando compunha peças fílmicas carregadas de emoção, música e dança.

É assistir para florescer e se encantar com a magia do cinema.


Uma Metalinguagem da Educação

Já O professor substituto é um filme de origem francesa, que narra a história de um professor que vai substituir um outro numa situação em que o antigo professor se suicidou na frente dos alunos.

A partir do contato do professor com os alunos, nosso personagem descobre que a turma guarda segredos inusitados. E estes segredos influenciam as relações interpessoais do grupo.

O filme tem um pouco de drama misturado com suspense, o que deixa o espectador ligado o tempo todo à narrativa.

A história é um pouco sombria, pois trata desse lado das coisas ocultas existentes nas relações entre educadores e educandos.

O interessante da narrativa é a construção de imagem de um educador que foge às expectativas que o senso comum espera de um profissional. Este é o ponto gostoso do filme.

Com estas duas sugestões, o E-Praxe inicia o mês de agosto. Este mês promete! Já estamos no interior do segundo semestre efetivamente. Que mais películas como as duas aqui apresentadas aparecem nesta segunda parte do ano.


Dados dos Filmes
1.    Dor e Glória (Dor Y Gloria), direção de Pedro Almodóvar, com Antônio Bandeira, Penélope Cruz, Asier Etxeandia e Leonardo Sbaraglia, 113 min., 2019, distribuidora Universal, classificação 16 anos, origem espanhola.
2.    O Professor Substituto (L'HEURE DE LA SORTIE), direção de  Sébastien Marnie, com Laurent Lafitte, Emmanuelle Bercot, Pascal Greggory, 103 min, 2019, distribuidora Supo Mungam Films, classificação 16 anos, origem francesa.

Até a próxima!



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07/01/2019

12 vídeos sobre educação para assistir em 2019




O ano de 2019 será de grandes desafios para todos nós. E nada melhor do que enfrentar desafios assistindo a grandes vídeos sobre educação e trabalho.

Para isto o E-Praxe reservou uma lista de vídeos sobre temas que que podem ajudar na promoção  da carreira de quem é educador.

Janeiro
Abstract - the art of design - os educadores precisam se aproximar mais dos designers. Podemos começar o ano com Abstract: em oito capítulos esta série da Netflix conta histórias maravilhosas do mundo do design. Se você assistir, começará o ano bem!

Fevereiro
Vida de Maria - são poucos mais de oito minutos em que é contada uma história sobre o direito de alfabetização e a necessidade de trabalho.

Março
Escritores da Liberdade - o que o choque de culturas pode provocar nas vidas de estudantes de região periférica dos Estados Unidos? Assista!

Abril
Escola de Rock - e não é que a gente aprende com música? Escola de Rock é um filme alegre e envolvente, que tem muito a nos ensinar.

Maio
Ilha das Flores - este é um clássico dos documentários brasileiros; com a história aprendemos um pouco sobre como se faz para analisar conjuntura.

Junho
O que você faria? - Ah, este filme é um ensinamento sobre os processos de avaliação nas empresas. Quem trabalha com educação corporativa e cultura organizacional vai adorar.

Julho
Nenhum a menos - é em julho que as férias terminam, e o professor está na sala de aula esperando com todas as expectativas os alunos que voltarão. Será que todos voltarão?
A gente nunca sabe, mas pode se deliciar com um filme inspirador sobre a persistência de uma professora em manter todos os alunos em sala de aula. Imperdível!

Agosto
Entre os muros da escola - este filme francês é uma mistura de ficção e realidade  trata dos embates cotidianos entre professor e alunos em uma escola periférica francesa. É ver para crê!

Setembro
O sorriso da Monalisa - setembro é mês das flores. Que tal assistir a um filme leve e sensível sobre o ambiente de sala de aula? Há muitas surpresas nas controvérsias e aproximações entre uma professora e as alunas de uma escola de tendência tradicional.

Outubro
Eduardo Coutinho, 7 e outubro - os documentaristas têm muito a nos ensinar, pois são pesquisadores natos e aguçados observadores da realidade. Este documentário sobre Eduardo Coutinho constrói a trajetória profissional do documentarista de forma sensível e didática.

Novembro
Memórias póstumas de Brás Cubas - não poderia faltar filme com viés literário nesta lista. Memórias póstumas é uma adaptação do romance com o mesmo título, de Machado de Assis. As  sutilezas da vida em sociedade são mostradas de maneira bela e grandiosa: uma fonte de aprendizagem.

Dezembro
Professora sem classe - toda profissão é formada por luzes e sombras dos profissionais que desejam exercê-la. Professora sem classe é para a gente assistir com atenção; afinal de contas nem tudo são flores dentro das profissões.

Chegamos ao final.
Pôxa, mas há tantos vídeos para a gente sugerir?
Ora, ora, ainda temos pela frente 2020, 2021, 2022...

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28/10/2018

Quando o povo conta a própria história






O povo aumenta mas não inventa

Quem deseja aprender como usar narrativas em sala de aula não pode perder Narradores de Javé

O filme conta a história do moradores de Javé, que, ao saber que a cidade seria inundada devido à instalação de uma hidroelétrica, resolvem se reunir para contar as histórias do povo da cidade.
No elenco estão José Dumont, Nelson Dantas, Nelson Xavier e Matheus Nachtergaele.

Quem trabalha com treinamento pode explorar questões como o processo coletivo de criatividade e construção de histórias dentro dos grupos.

Além disto a história é divertida e envolvente, o que proporcionará momentos de descontração no ambiente de aprendizagem.

Palavras: educação, cultura, cinema

O quê? Narradores de Javé - o povo aumenta mas não inventa
Quem dirigiu? Eliane Caffé
Quanto tempo? 102 minutos

22/10/2018

Aprender cultura organizacional com Mad Men




As séries de TV exploram com mais frequência as profissões de advogado, médico e policial (investigador). Com isto nos acostumamos a interagir com um conjunto mais restrito de condução de enredos desse tipo de gênero discursivo.

Mad Men vai pelo lado avesso da tríade acima quando centraliza a história em torno dos profissionais da publicidade.

E mais: a série consegue trazer vários elementos que servem de discussão sobre cultura organizacional no mundo dos escritórios das grandes empresas estadunidenses.

Na verdade os autores conseguem retratar muitos dos elementos da sociabilidade do trabalho, narrando situações de compra e venda de empresas, disputa interna de poder entre outros assuntos palpitantes.

Se o espectador deseja uma história de ritmo acelerado, cheio de surpresa e clímax, não encontrará esse delineamento na série, pois cada capítulo solicita uma jornada de aproximações e reaproximações a cada assunto tratado.

Se o espectador deseja assistir a mais de um capítulo por vez, fazendo aquelas famosas maratonas de ver mais de cinco capítulos por vez, vai se decepcionar com Mad Men, pois cada parte da história provoca reflexões sobre valores existenciais a que estamos expostos na dinâmica das relações humanas, o que nos obriga curtir cada capítulo com a devida atenção. É a abordagem do se divertir pensando.
 
A série traz assuntos polêmicos sobre as relações sociais no trabalho e consegue discutir desde temas como a participação feminina no mundo trabalho até os efeitos da vida laboral na vida dos trabalhadores.

Lá é possível navegar em situações relacionadas a questões sobre homossexualidade e preconceito racial, indo até as restrições impostas à mulher por ser mulher no campo de trabalho, que tenta se perpetuar no masculino.

Lá também sãos retratadas as situações inusitadas a que as mulheres da década de 1960 passaram: entre a condição de ir à labuta na condição de trabalhadora corporativa ou à luta cotidiana do trabalho dentro de casa.

Achou pouco?

A narrativa é construída tendo como pano de fundo as mudanças sociopolíticas dos anos 1960. Há um momento interessante em que a população discute se Cuba irá jogar bombas nos Estados Unidos. Nas cenas as pessoas, aparentemente esclarecidas, deixam-se levar pelas mensagens midiáticas e ficam exasperadas pelos noticiários sobre uma possível guerra envolvendo os Estados Unidos.

Na verdade a série consegue mostrar como os fatores extrínsecos aos processos de trabalho, como relações familiares e interfaces políticas e econômicas, influenciavam a cultura das empresas da época.

E os clientes?
A depender das relações de poder estabelecidas entre fornecedor e clientes, as ingerências externas era preponderantes em afetar o comportamento organizacional.

Mad Men consegue também levar ao máximo o nível de verossimilhança: enquanto assistimos a cada capítulo, percebemos identificações com o mundo corporativo do final do milênio passado e início da atual era. Isto é coisa de ficção bem elaborada.

Quem trabalha com cultura, clima e comportamento organizacionais tem Mad Men como excelente recurso para discutir questões sobre o poder nas instituições, a dinâmica ética nas interações humanas e outras temáticas que levem à reflexão sobre a sociabilidade corporativa.

Na série o lúdico e a aprendizagem são indissociáveis. O espectador descobre coisas novas com a trama e tem a possibilidade de refinar o senso crítico sobre as mediações humanas dentro das corporações.

Assista, aprenda e divirta-se!

03/09/2018

Enfeitiçado pelo tempo

Primeira Impressão

Feitiço do Tempo pode ser visto como uma comédia simplória a ser assistida numa tarde da semana “útil”, em que o interesse é consumir pipoca com refrigerante e se divertir com uma história romântica adocicada.

Mosaico do filme Feitiço do Tempo



Nem sempre a primeira impressão fica

Mas observando por outro ângulo, Feitiço do Tempo nos oferta boas reflexões sobre o desgaste existencial provocado pelas práticas repetitivas do cotidiano.

Digressão

Mas precisamos fazer uma digressão e navegar nos enredos universais que nos ensinam a viver melhor.

Mergulhemos na história de Sísifo, um mito que vai além do tempo

Sísifo era uma pessoa muito esperta. Um dia ele soube que a morte viria buscá-lo e criou várias artimanhas para fugir do destino fatídico de todos homens e mulheres.

Dona Morte, chateada com a situação, resolveu aplicar um castigo em nosso herói: Sísifo teria de carregar até o topo de uma montanha uma grande pedra, e quando ele chegasse ao topo, a pedra, inexplicavelmente, desceria, deixando nosso personagem com a obrigação de tentar carregar a rocha novamente, em um movimento contínuo e infinito.

Que terrível essa sanção que faz Sísifo agir infinitamente em movimentos repetitivos!

O tempo enfeitiçado

Pois é justamente em cima desse mito da repetição que Feitiço do Tempo constrói toda uma narrativa vinculada aos modelos repetitivos dos rituais das relações humanas.


trabalho, rotina, cultura
Na história, Phil, um repórter bem-sucedido, mas entediado com as atribuições do dia a dia, tem de fazer a cobertura do Dia da Marmota, evento de uma pequena cidade estadunidense que comemora a vinda do inverno, tendo como mascote o roedor mais famoso da região.

Após a cobertura das festividades, acontece o inusitado: um temporal está para chegar à cidade, e Phil tem de permanecer na cidadezinha por mais tempo.

Se Phil já estava insatisfeito com as atividades de cobertura do evento, imagina ter de passar mais um dia na cidade?

É aí que acontece a controvérsia: o nosso herói passa a perceber o mundo em repetição infinita, em que o Dia da Marmota nunca termina. E todas as manhãs são vividas da mesma forma, sob os mesmos acontecimentos, em um movimento sem fim.

Durante todo a história, Phil passa por repetições atrás de repetições, fator este que afeta o protagonista, pois a cada dia em que os eventos se repetem, ele tem de se reinventar para não enlouquecer.

Caro Leitor, podemos parar a história por aqui? Melhor será se você assistir ao filme; até ver de novo se achar necessário; assim você poderá refletir por si em torno das rotinas que nos devora no dia a dia.

Olhares sobre o filme

Quando observamos as figuras contidas no filme, podemos tirar algumas reflexões interessantes: a rotina pode ser um elemento de estagnação diante da vida?

Ou a vida pode ser um vai e vem que nos leva à dialética permanência-mudança?

E no trabalho como lidamos com a rotina das atividades e processos?

Vamos ficar parados diante do real?

Ou vamos nos transformar diante das forças do cotidiano e estabelecer mudanças na nossa realidade?

A dinâmica permanência-mudança

Podemos dizer que a relação mudança-permanência é dinâmica, pois necessitamos de ora repetir ações em nosso cotidiano, ora inovar e fazer de forma diferente algo que esteja sob nossa incumbência.

Por isto de passarmos por situações em que há predominância de repetições; daí sermos governados pelas regras, pela unidade e pela uniformidade.

Mas, em outros momentos, vem a nós um impulso de mudança, que produz alterações nos rumos que tomamos e nos leva a mudar os rumos de nossa vida, usando a criatividade e a inovação.

Voltando a Feitiço do Tempo, o filme nos propõe essa discussão universal sobre a necessidade de tomarmos os rumos de nossa jornada existencial quanto à constância em nossas atitudes ou à disposição para agir diante das circunstâncias a que somos submetidos na nossa existência.

Pois bem, as preocupações de Phil e Sísifo são universais, mas a postura diante da dinâmica permanência-mudança pertence a cada um de nós.


Dados do filme

  • O que é? Feitiço do Tempo
  • Quem dirigiu? Harold Ramis
  • Quem atuou? Bill Murray e Andie Macdowell

Como posso usar em sala de aula?


# discutir a dialética permanência-mudança no ambiente de trabalho
# analisar as nuances da rotina no trabalho: desgaste ou oportunidade de mudança?
# discutir a responsabilidade das pessoas diante da vida cotidiana nas empresas


Bingo! A tradução do título do filme foi ímpar por criar proximidade com a temática da trama. No original em inglês, o título é Groundhog Day, que em tradução literal seria “Dia da Marmota”, mas foi traduzido com inteligência para Feitiço do Tempo.

Ponto para os criadores.


Até a próxima

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06/08/2018

Concorrência desleal - a jornada da solidariedade


Mosaico da capa do filme Concorrência Desleal



Na Itália da Segunda Guerra Mundial dois homens de culturas diferentes se encontram diante de uma disputa comercial: um é católico e defende a costura não industrializada e o comércio das antigas, voltado para a qualidade do produto; o outro é judeu e está preocupado com a venda em massa, com vitrines bonitas e a promoção desenfreada.

A direção é de Ettore Scola, tendo no elenco Diego Abatantuono, Sergio Castellitto e Gérard Depardieu.
O filme capta as mudanças nas formas de comercialização dos anos 1930 e 1940 e, ao mesmo tempo, retrata as dinâmicas do ambiente político da época. Como vai terminar essa história?

A história é de muito ensinamento, tanto para as nossas experiências nas empresas, quanto para as nossas vivências sociais e políticas do cotidiano.

Leia a postagem Concorrentes e Parceiros que trata também deste assunto.

Até a próxima!

18/06/2018

Nenhum a Menos - a inclusão pela prática pedagógica




Imagem da capa do filme Nenhum a menos




Nenhum a Menos é um filme para os que buscam o ato de educar como uma forma de inclusão social.

No filme uma jovem professora de 13 anos substitui um professor , faz uma jornada de aprendizagem ao tentar manter todos alunos em sala de aula.

A jornada não é só da protagonista por nos trazer identificações com as atitudes da educadora em tentar manter os alunos em sala de aula, mesmo diante das adversidades.

O filme suscita reflexões sobre o trabalho educador e nos oferece um bom debate sobre as possíveis sociabilidades na prática educativa.


Como usar o filme em sala de aula?

  • Use para discutir inclusão social em educação e o efeito disto na relação professor-aluno.

👀
  • O que é? Nenhum a menos
  • De quando é? 1999
  • Quem dirigiu? Zhang Yimou

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