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20/04/2020

É hora da faxina eletrônica

É hora da faxina eletrônica
É hora da faxina eletrônica. Imagem E-Praxe

Já assistiu a todas as séries e filmes na TV, ouviu as músicas de que mais gostava, leu, leu e releu os livros e revistas que estavam na estante. Olha para a rua e tudo está deserto por causa da pandemia. 

Que fazer agora?


Que fazer tal uma faxina eletrônica e colocar em dia um dos seus bens mais preciosos: a informação?


Se gostou da ideia, primeiro vá a seus browsers e limpe o histórico de navegação. Não tenha pena: limpe tudo. Não deixe que terceiros monitores seus rastros. Cuide bem de sua privacidade.
Depois vá aos aplicativos de fotos nas nuvens e rastreie as imagens de documentos que porventura você teve de armazenar para fazer inscrições em concursos e outras coisas mais. Você irá se surpreender com a quantidade de cópias de identidade, CPF e certidão de nascimento que estão navegando na WEB.
Agora procure suas contas de e-mail e organize os documentos na ordem que for mais fácil de você gerenciar. Aqui na Praxe, organizamos os documentos por ano. Deixe sua Caixa de Entrada limpa e límpida. Quando a onda da pandemia passar, você será outro em termos de organização.
Por sinal, como está a estrutura de sua pasta Documentos? Cheia de arquivos que você não usa mais? Separe os arquivos por ordem de prioridade, classifique alguns como “Modelos”, transfira o que não usa há muito tempo para outras pastas. Você não sabe o bem que isto faz.
Se você estiver utilizando um notebook ou desktop, provavelmente terá na tela uma barra de aplicativos, localizada na parte inferior do seu monitor. Rastreie novamente e verifique quais aplicativos você não utiliza com frequência. Tire tudo que não for útil. Seu computador ficará bem mais rápido depois.
Não esqueça de verificar se você não utiliza mais de uma conta em plataformas de mídias sociais como Facebook, Twitter, Instagram ou LinkedIn. Com cadastro em mídias sociais WEB, a gente corre o risco de ter as contas de pouco, o que pode gerar prejuízos futuros.

Gostou das ideias? Mão na massa, então.


Até a próxima!


E aí? Já leu a publicação anterior sobre Desigualdades em tempos de pandemia?

03/02/2020

Ainda falando de grupos

Ainda falando sobre grupos

Ana Flávia participa de cinco grupos WEB. O primeiro grupo é do pessoal da associação comunitária do bairro em que ela mora; o segundo é do pessoal do trabalho; o terceiro é dos colegas do tempo de faculdade; o quarto é da turma do vôlei de praia; o quinto é o da família e dos parentes.

O que esses grupos incomuns têm de semelhante? Ah, eles não conseguem levar a sério as ideias contidas nos propósitos iniciais de criação de grupos na Internet, eles discutem o tempo todo política partidária, futebol e tendências religiosas.

Resultado: a cada grupo que participa, Ana tem a impressão do “mais do mesmo”: as pessoas discutem, escrevem, copiam, colam e compartilham as mesmas mensagens de sempre.

As pessoas nem sempre se juntam em grupos para construção positiva de algo. Há grupos cuja predominância é de construção de desafetos e antagonismos. Isto tem deixado muitas pessoas decepcionadas com essa situação.

E esses desafetos e antagonismos invadem o mundo do trabalho, tornando às vezes a vida das pessoas um verdadeiro inferno por causa de brigas em grupos digitais.

Que fazer então?

É muito difícil evitar desavenças em grupos digitais, mas a gente pode tomar algumas precauções que podem tornar os grupos WEB territórios sociais mais propícios à boa convivência entre as pessoas.

Por exemplo, se você é administrador de grupo, verifique se houve um acordo entre os participantes sobre as diretrizes de convivência. Este ponto é vital, pois muitos grupos começam com um objetivo implícito, como estudar a vida das abelhas da fauna brasileira e expandem as discussões para grandes problemas políticos, religiosos ou esportivos.

O bom é que os próprios componentes estabeleçam como desejam que o grupo funcione. Há administradores que estabelecem regras para o grupo e deixa a maioria dos participantes chateada com a imposição. Democracia é um exercício diário. É sempre bom consultar os outros.

Os administradores precisam assumir o papel de coordenação da turma. A partir do momento em que uma pessoa exerce a função de administradora, terá consigo um conjunto de responsabilidades administrativas, sociais e jurídicas sobre tudo que o grupo produzir.

Fique atento!

Caso deseje convidar pessoas para participar do grupo, mande uma mensagem antes, informando sobre a existência do grupo digital e quais propósitos têm os participantes com a criação do grupo. Há casos de administradores que enviam convites de forma indiscriminada e depois percebem que as pessoas saíram logo em seguida, por não terem sido avisadas da intenção do administrador.á casos

Agora é com você participante de grupos:

Leia o contrato de convívio do grupo. Se não houver contrato, pergunte sobre as diretrizes do grupo aos administradores. Caso não concorde com as diretrizes, pense duas vezes antes de permanecer no agrupamento. Muitas desavenças acontecem devido a determinados participantes não estarem alinhados aos propósitos do grupo.

Pense várias vezes antes de postar conteúdos que não se alinham aos objetivos do grupo. Se você gosta muito de esporte, procure um grupo de esporte para discutir sobre futebol, por exemplo. Se gosta de política, há diversos grupos direcionados a essa temática.

Há pessoas que gostam de conteúdos que são inadequados para menores e saem postando tais conteúdos em tudo que é grupo. Mas uma vez: se você gosta de conteúdos inadequados, busque pessoas que gostam disto. Respeite as pessoas de sua comunidade.

Olha, o bom era que as pessoas se dedicassem a compartilhar conteúdo próprio primeiro, mas o copiar e o colar conteúdo alheio viraram moda. Somos pensadores das ideias alheias e tome “encaminhar”.

Em grupos há duas dimensões entrelaçadas: uma é a gente aprender a conviver com os outros, por isto que são necessárias as regras de convivências; a outra dimensão se refere à possibilidade de mostrarmos um pouco a nossa singularidade. Ser singular não é subtrair os modos de existências dos demais. Em grupo somos semelhantes, diferentes; precisamos aprender a viver junto, em permanente diálogo.

Tem interesse sobre o assunto?

Veja+ em:

. Como está o WhatsApp no dia a dia?

Até a próxima!



Mais Visitadas


13/01/2020

Viagem, diversão e outras histórias

Viagem, diversão e outras histórias



E chegou a vez de você viajar a serviço. Notícia boa, não? E se a cidade de realização do trabalho for um ponto turístico?

Aquela cidade paradisíaca que você sempre quis conhecer. É a verdadeira união do útil ao agradável, não é mesmo?

Cuidado com esse útil e esse agradável, pois trabalho é trabalho, e o agradável, na verdade, será uma consequência de como você reagirá à oportunidade advinda da viagem.

Não vamos fazer aqui nenhum discurso de advertência sobre os cuidados que a gente precisa ter quando for viajar a serviço, mas traremos algumas histórias adaptadas sobre viagens a serviço.

Os nomes dos personagens são fictícios, e as histórias não serão narradas exatamente como aconteceram.

Vamos lá?

Pedro foi escolhido pela empresa para fazer um curso de duas semanas em uma grande cidade do interior. Era período de São João, tudo na cidade era convite para festa e entretenimento.

Já empolgado com as festividades, Pedro, no avião, começou a tomar uma cervejinha bem gelada. Olha a paisagem lá de cima e diz: “Que vida!”. Da cerveja para o whiskey foi bem rápido. É bom lembrar que naquele tempo, toda gente era tratada como reis e rainhas nos voos domésticos. Era tudo deslumbrante.

Algum tempo depois, Pedro começou a falar alto, o que chamou a atenção dos passageiros. Logo ele levantava, dançava e pedia mais bebida.

Quando chegamos ao destino, um rapaz me procurou e perguntou se eu iria fazer o tal curso. Descobrimos que éramos da mesma empresa. Então combinamos de ir junto para o hotel. Antes ele me avisou que iríamos com o rapaz que estava bebendo no avião mais uma colega que ele já conhecia fazia tempo.

Para nossa surpresa, durante o traslado do aeroporto para o hotel, Pedro começou a gritar e fazer gestos bruscos dentro do táxi. O taxista com receio do comportamento agressivo do visitante nos levou a uma delegacia próxima. Foi um susto para todos. Pedro estava fora de si, e tivemos de explicar ao delegado a situação, que sensível ao que estava acontecendo, aconselhou Pedro sobre as consequências daquela situação. Mais calmo, nosso colega foi liberado.
Fomos para o hotel. No outro dia, Pedro chegou ao curso atrasado e não lembrava do que ocorrera. Conversamos com ele e explicamos o acontecido. O rapaz baixou a cabeça e ficou muito envergonhado.

Durante as duas semanas Pedro era do hotel para o curso. Não saiu para conhecer a cidade nem para se divertir.
Vocês já testemunharam algo parecido? Fique aqui no texto, que vamos contar mais uma.

Noélia adorava conhecer pessoas e viajar. Houve um sorteio na empresa e ela foi escolhida para conhecer a matriz da multinacional.
No final do primeiro dia de visita uns colegas a convidaram para conhecer os pontos turísticos da cidade. Empolgada, Noélia aceitou o convite e partiu para a city tour. Já era meia noite e Noélia nem queria saber de voltar para o hotel. Curtiu a madrugada e só chegou ao hotel por volta da 6 h da manhã.

Noélia dormiu, dormiu, dormiu. Eram 11 h da manhã, e o telefone de nossa protagonista não parava de tocar. Era o pessoal da matriz que estava preocupado com a ausência da visitante.
Noélia chegou ao trabalho depois das 13 horas. Antes houve um encontro com o presidente da empresa e os funcionários das filiais. Noélia não estava lá...

Pensou que acabou? Você ainda não sabe da história de Elizeu?

Eliseu ganhou um estágio na superintendência regional da empresa em que trabalhava. Caso passasse no estágio, seria promovido. Era uma grande oportunidade.

Como Elizeu achava que a progressão profissional estava atrelada aos relacionamentos sociais com todos, aceitou um convite para conhecer o restaurante mais badalado da cidade. Bebeu, bebeu, bebeu naquela noite...

No outro dia, Elizeu chegou ao trabalho agitado, com sinais de que tinha bebido. O trabalhador-estagiário ficou confuso com a situação que ele próprio havia criado. Elizeu olha para todos com desconfiança, pois achava que as pessoas comentavam sobre os excessos que ele havia cometido na noite anterior.

Espera aí, caro leitor! Precisamos contar a história dos universitários.

Ou vocês pensam que estes problemas só ocorrem com os trabalhadores?

Ana Flávia usou todas as economias que havia ganhado no estágio para participar de um seminário sobre os temas da disciplina que ela acabara de cursar. Era um bom momento para ela se aperfeiçoar e melhorar o currículo.

Enfim, Flávia conseguiu ir ao evento. No primeiro dia do seminário, nossa universitária conheceu colegas de outros estados. Era possível aprender mais e ainda criar laços sociais com pessoas mais distantes.

No segundo dia do evento, a turma estava bem familiarizada e depois do almoço resolveu ir ao centro da cidade para andarilhar no comércio.

Apesar de os conteúdos do seminário serem de interesse de Flávia, a companhia dos novos colegas era melhor.

Flávia e os demais universitários passaram a tarde passeando nas lojas populares do comércio local e não voltaram mais para o seminário.

A situação estava ótima. No segundo dia, a turma já tinha outra atividade turística para fazer, e o seminário foi ficando para cada vez mais monótono para Ana Flávia.

No terceiro dia, já havia um cronograma de atividades paralelo, e ninguém foi ao seminário. Flávia já conhecia todo o centro da cidade, mas perdera a oportunidade de conhecer os autores preferidos da disciplina de que ela tanto gostava.

No final da semana, Flávia voltou para casa sem ter experimentado as aprendizagens do seminário de que tanto desejava. Viajou com um objetivo e voltou com um resultado diferente.

Pois é, a vida é assim...

Viagem a serviço não é viagem de lazer. Algumas pessoas confundem as duas situações e querem transformar o trabalho em diversão. O trabalho é, antes de tudo, um esforço que fazemos para sobreviver, ou mesmo para prestar contas à sociedade de que servimos para alguma coisa. Ele pode se tornar prazeroso, mas traz em si a ideia de labuta, labor.

Divirta-se nas viagens a serviço, mas lembre-se de que você está em situação de trabalho. E será cobrado por isto.

Se você, leitor, tem alguma experiência para compartilhar, faça um comentário sobre o assunto aqui mesmo no blog.

Até a próxima!





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04/11/2019

Permita que o educando enxergue a vida com os próprios olhos

Imagem Enxergar a vida com os próprios olhos




Quando eu era jovem, minha mãe sempre me dava conselhos e avisos sobre os perigos da vida. Mas como todo adolescente, eu não seguia muito aqueles conselhos e vez por outra passava por alguma intempérie na vida.


Eram naqueles momentos de contratempos que eu descobria o que era necessário aprender. Aí a gente voltava a discutir e ela me dizia aquela frase famosa: “Eu te disse!”.


Mas não era sempre assim, em outras situações eu aprendia coisas diferentes do que minha mãe ensinava e rediscutíamos as situações que vida me oferecia.


O professor tende a assumir o papel de pais e se arvoram a querer direcionar a vida dos alunos. Então se antecipam em explicar em detalhes os conteúdos didáticos, o que acaba por diminuir as possibilidades de os educandos errarem e construírem os próprios conhecimentos.


É por essas coisas que muitos textos aqui no E-Praxe se repetem, sugerindo ao educador que abra espaços para o debate e a discussão saudáveis nos ambientes de ensino-aprendizagem.


É nos momentos da discussão que os educadores podem identificar um pouco do que os alunos conhecem e o que estes precisam aprender. Na discussão o educador aprende caso permita-se viver a situação de aprendiz também.


Para o educador iniciar discussões com os alunos, ele precisa estabelecer um contrato de confiança entre as partes. Os educandos não precisam se sentir ignorantes e ridículos diante do educador, mas eles entendem que a situação de ignorância pode ser passageira, pois há um profissional na turma e colegas em relação cooperativa, que o ajudarão a compreender os novos mundos que se interpõem entre os sujeitos de aprendizagem que estão na sala de aula.


Não é fácil discutir, pois no momento do debate estão presentes os conscientes e os inconscientes de todos os participantes. É por este motivo que as discussões são dinâmicas e não são comportadas somente na categoria da lógica, mas precisam tanto da lógica quanto da dialética, para que as interações entre as pessoas contribuam para que todos aprendam.


Discutir é uma aprendizagem para a vida toda, porque sempre vai aparecer algo na relação discursiva que é surpresa para os envolvidos, o que exigirá novos posicionamentos e novas estratégias para lidar com o incontornável e o desconhecido.


Depois de uns 10 minutos de fala empolgante do professor, a aula expositiva se torna monótona e cansativa. Os educandos desejam falar também. Quando não conseguem falar, desviam-se do assunto e vão procurar outros mundos por meio da imaginação, pois a nossa mente não é boba, muito menos nossa emoção.


É comum muita gente falar de diálogo e de valorização das experiências dos educandos, mas as práticas são outras: o trabalho no ambiente educacional se firma  como mais de ansioso depósito de conhecimentos na cabeça dos alunos, do que de compartilhamento de experiências. Isto é uma contradição que precisa ser repensada.


O professor pode se perguntar: “E se os alunos não aprenderem as coisas que ensinei com tanto esforço?”. É o risco que todo educador precisa aprender a administrar. Os educandos não serão a representação da imagem e da alma dos educadores. Eles precisam ser eles próprios. Ter identidade é uma dimensão da cidadania. O que o educador precisa é ter o compromisso técnico e político para discutir com os educandos os saberes que foram construídos pela humanidade.


Chegou a hora de o educando enxergar a vida com os próprios olhos. É mais demorado, é mais difícil, mas é um bom caminho para a pedagogia da autonomia.