A revista Cult lançou um caderno (não sei se chamo de livro ou revista) com poesias que rolam no circuito literário brasileiro da atualidade.
A poesia brasileira continua se movimentando; se misturou aos videoclipes na Internet, se derramou nas praças públicas e nos movimentos periféricos e
participa das diversas feiras de literatura Brasil afora.
Se você imagina que a poesia morreu está muito enganado.
E a Cult não deixou por menos: lançou a antologia poética
recheada de textos gostosos de ler.
A antologia parece ser uma mistura dos filmes Bacurau e Coringa por trazer mensagem insólita, periférica e revolucionária. Os poetas da coletânea parecem fugidos da casa grande. Não sei se são a alma do Saci Pererê ou a irreverência de Macunaíma: caminhantes da cultura brasileira à procura de redenção e identidade.
Eles são o retrato de uma face do Brasil de hoje que também precisa mostrar a cara e desviar-se, num movimento de capoeira, de ataques contra a nossa brasilidade.
O time de escritores rebelados é acompanhado dos sete samurais. Não, não! Não seriam samurais! Seriam cangaceiros na melhor representatividade do imaginário brasileiro. São os sete ilustradores que tiveram a incumbência de desenhar traços tão belos para expressar o quanto são lindas as poesias desse movimento da Cult.
Não vai ter imagens das ilustrações aqui, não, caro leitor! Não vai ter trechos das peças poéticas muito menos. A gente precisa beber mais poesia! Parafraseando as palavras do poeta Gilberto Gil: “A gente precisa ver o luar”.
Observação: há uma frase no início da coletânea com os
seguintes dizeres: “Poemas para ler antes das notícias”. Mais uma vez vamos
parafrasear: Poemas para ler antes de ir trabalhar.
Que é isto? Cult – Antologia Poética
De quem é a curadoria e edição: Alberto Pucheu
Quem ilustrou a capa: PV Dias
Quem revisou? Bárbara Prince
#euleioacult
#EducarNaParaxe
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